domingo, 3 de outubro de 2010

A ultima Grande lição - O sentido da vida


" Aceitar o que se é capaz de fazer e também o que não se é capaz. "
( Morrie )


" Aceitar o passado como passado, sem negá-lo nem descarta-lo. "
( Morrie )


" Aprender a perdoar a si mesmo e aos outros. "
( Morrie )


" Nunca pense que é tarde para se envolver. "
( Morrie )


" A cultura que temos não contribui para que as pessoas se sintam com elas mesmas. É preciso ser forte para dizer que, se a cultura não serve, não interessa ficar com ela. "
( Morrie )


" Tanta gente anda de um lado para outro levando vidas sem sentido. Parece semi-adormecidas, mesmo quando ocupadas em coisas que julgam importantes. Isso acontece porque estão correndo atrás do objetivo errado. Só podemos dar sentido à vida dedicando-nos a nossos semelhantes e a comunidade e nos empenhando na criação de alguma coisa que tenha alcance e sentido. "
( Morrie )



" - O mais importante na vida é aprender a dar valor e a recebê-lo.
A voz dele reduziu-se a um murmúrio.
- Deixe o amor vir. "
( Morrie e Mitch )


" Na saída da classe, Morríe me detém.
Você quase não falou hoje Mitch.
- Bem... eu não tinha o que dizer.
- Ora desconfio que você tem muito a dizer. A propósito, você me lembra uma pessoa que conheci que também gostava de guardar tudo para ela quando era jovem.
- Quem?
- Eu. "
( Morrie e Mitch )



" Quando se aprende a morrer, aprende-se a viver. "
( Morrie )



" Espero que você descubra que o sofrimento tem poder de curar. "
( Morrie )


" O universo é demasiado harmônico, grandioso e avassalador
para se acreditar que é tudo obra do acaso. "
( Morrie, Treinador )


" - Estar morrendo é apenas uma circunstância triste, Mitch. Viver infeliz é diferente. Muitas das pessoas que me visitam são infelizes. "
( Morrie )


" Foi por eliminação que o melhor professor que já tive entrou para o magistério. "
( Mitch )


" O professor se liga à eternidade;
ele nunca sabe onde cessa a sua influência. "
- Henry Adams


" Comecemos com esta idéia - disse Morrie - Todo mundo sabe que vai morrer, mas ninguém acredita. "


" O destino aniquila muitas espécies; só uma ameaça a si mesma. "
- W. H. Auden, o poeta preferido de Morrie


" - Como posso invejar a fase em que você está hoje, se já estive nela? "
( Morrie )


" - Tem havido enorme confusão neste país quando àquilo que queremos, em face do que precisamos - disse Morrie. - Precisamos de alimento, e queremos um sorvete de chocolate. Precisamos ser honestos com nós mesmos. Ninguém precisa do último carro esporte, ninguém precisa daquela casa maior. Essas coisas não trazem satisfação. Sabe o que realmente traz satisfação?
- O quê?
- Oferecer aos outros o que temos para dar.
- Parece conversa de escoteiro.
- Não falo de dinheiro, Mitch. Falo de tempo útil. Do interesse por outros. De contar-lhes histórias. Não é tão difícil. Abriram aqui perto um centro para a terceira idade. Dúzias de idosos vão a ele todos os dias. Qualquer jovem, homem ou mulher que domine um conhecimento é convidado a ir lá ensiná-lo. Computação, por exemplo. Você vai lá e ensina computação. Será recebido de braços abertos. E eles ficam muito agradecidos. É assim que se começa a inspirar respeito, oferecendo alguma coisa que se tem.
- Há muitos lugares onde se pode prestar esses serviços - disse ele. - Não é preciso ser craque em algum ramo. Existem gente solitária em hospitais e abrigos que só almeja companhia. Quem joga baralho com um velhinho solitário adquire um novo respeito por si mesmo. Porque tornou-se necessário. - Lembra-se do que eu disse a respeito de achar um sentido para a vida? - Indagou. - Tomei nota, mas já sei de cor: dedique-se a amar os outros, dedique-se à sua comunidade, empenhe-se em criar alguma coisa que dê sentido e significado à sua vida.
- Notou - acrescentou sorrindo - que não se fala aí de salário?
Rabisquei em um bloco amarelo algumas das coisas que ele dizia. Fiz isso mais para impedir que ele visse os meus olhos, percebesse o que eu estava pensando. Que eu, na maior parte do tempo, depois da formatura, corri atrás de tudo o que ele vinha condenando - brinquedos mais vistosos, casas melhor. Por trabalhar entre atletas ricos e famosos, convenci-me de que minhas necessidades eram reais, minha ambição inconsequente comparada com a deles.
Era uma cortina de fumaça. Que Morrie me fez perceber.
- Mitch, se você está querendo se exibir para pessoas que estão por cima , desista. Faça o que fizer, elas olharão para você com superioridade. e, se está querendo se exibir para os que estão por baixo, desista também. Eles invejarão você, só isso. Posição não leva a nada. Só um coração aberto permite à pessoa flutuar em igualdade entre os semelhantes.
Fez uma pausa, olhou para mim.
- Estou morrendo certo?
- Certo.
- Por que acha que é tão importante para mim escutar os problemas dos outros? Já não estou carregado de dor e sofrimentos? É claro que estou. Mas doar-me a outros é o que me faz sentir vivo. Não é a minha casa nem meu carro. Não é o que o espelho me mostra. Quando dôo o meu tempo a alguém, quando consigo fazer alguém que está triste sorrir, sinto-me quase tão sadio como fui antes.
- Faça aquilo que vem do coração - disse ele. - Fazendo, não ficará insatisfeito, não sentirá inveja, não estará aspirando a bens que pertencem a outros. Pelo contrário, ficará assombrado com o que receberá de volta. "
( Morrie e Mitch )


" Toda noite, quando vou dormi, morro.
E, na manhã seguinte, quando acordo renasço. "
- Mahatma Gandhi
" - Bata com força.
Bati nas costas de Morrie.
- Mais forte.
Bati mais uma vez.
- Perto do ombro... mais embaixo.
Vestindo a calça de pijama, Morrie estava deitado de lado na cama, a cabeça entregue ao travesseiro, a boca aberta. A fisioterapeuta me ensinava como soltar o catarro dos pulmões, o que agora precisava ser feito regularmente para que a secreção não solidificasse, para que ele pudesse respirar.
- Eu sempre soube... que você... queria me bater - disse ele ofegante.
- É - respondi, dando punhadas nas costas branquelas dele. - Essa é por aquela nota sofrível que você me deu no segundo ano - mais uma batida.
Todos rimos, aquele riso nervoso que vem quando o demônio ronda por perto. "
" - Ai é que entra a minha idéia de formarmos a nossa própria pequena subcultura - disse Morrie. - Isso não quer dizer que se deva desprezar as normas da comunidade. Por exemplo, eu não saio nu pelas ruas. Não atravesso sinais vermelhos. Posso obedecera normas menores. Mas as coisas grandes, como o que pensamos, o que valorizamos, isso precisamos escolher.
Não podemos deixar que ninguém, que nenhuma sociedade, decida isso por nós.
- A minha situação, por exemplo - disse ele. - As coisas que deviam me constranger agora, não poder andar, não poder limpar a bunda, acordar certos dias com vontade de chorar, não há nada visceralmente embaraçoso nem vergonhoso nisso.
O mesmo se aplica às mulheres que não são esbeltas como gostariam, ou aos homens que não são tão ricos como desejariam. É o que a nossa cultura quer que você acredite.
Não acredite. Perguntei-lhe por que ele não se mudou para algum outro lugar quando era jovem.
- Para onde?
- Não sei. América do sul, Nova Guiné. Algum país não tão egoísta como o nosso.
- Toda sociedade tem seus problemas - disse Morrie, erguendo as sobrancelhas. - A solução não é fugir. Precisamos trabalhar para criar a nossa própria cultura. Não importa onde vivamos, o maior problema dos seres humanos é a miopia intelectual. Não enxergamos o que podemos ver. Devíamos atentar para o nosso potencial e nos esforçar por alcançar tudo o que podemos ser. Mas, quando se vive cercado de pessoas que dizem "quero o meu agora" , acaba-se tendo poucas pessoas possuindo tudo e uma organização militar para impedir os pobres de se levantarem e roubarem.
Morrie olhou por cima dos meus ombros para a janela lá atrás. Às vezes, ouvíamos o barulho de um caminhão ou um assovio de vento. Ele contemplou por um instante a casa do vizinho e continuou.
- O problema, Mitch, é não acreditarmos que os seres humanos são muito parecidos. Brancos e negros, católicos e protestantes, homens e mulheres. Se olhássemos uns para os outros como iguais, talvez sentíssemos o desejo de nos unirmos, formando a essa família como nos dedicamos à nossa família particular. Mas quando se está morrendo vê-se quanto isso é verdadeiro. Todos temos o mesmo começo, o nascimento, e o mesmo fim, a morte. Assim, onde ficam as grandes diferenças?
- Investir na família humana - continuou. - Investir em gente. Formar uma pequena comunidade com aqueles que amamos e que nos amam.
Apertou a minha mão suavemente. Apertei a dele com mais força. E, como naquela disputa de parque de diversões em que se desfecha uma marreta e fica-se olhando o disco subir pelo poste, quase senti a minha temperatura subir pelo peito, pelo pescoço, pelo rosto, até os olhos de Morrie. Ele sorriu.
- No começo da vida, quando somos criancinhas, precisamos de outros para viver, certo? E no fim da vida, quando chegamos ao estado em que cheguei, precisamos de outros para viver, certo?
A voz dele reduziu-se a um murmúrio.
- Mas o segredo é que, entre a infância e o fim, também precisamos de outros. "
" Não ir tão cedo, mas não se agarrar por muito tempo. "
( Morrie )
" Sejam solidários - disse Morrie em voz baixa. - E sejam responsáveis uns pelos outros. Se aprendêssemos a fazer isso, o mundo seria bem melhor do que é.
Respirou fundo e acrescentou o seu mantra: " Amem-se uns aos outros ou pereçam. "
A entrevista terminou. Mas, não sei por que, o câmera deixou o filme rodando e uma cena final foi captada.
- Você esteve muito bem - Disse Koppel.
Morrie deu um leve sorriso.
- Dei-lhe o que tinha - murmurou.
- Você sempre fez isso.
- Essa doença está mexendo com meu espírito, Ted. Mas não vai derrubá-lo. Derruba o meu corpo, mas não derruba o meu espírito.
Koppel estava prestes a chorar.
- Você esteve muito bem. Você semeou o bem.
- Acha? - Morrie voltou os olhos para o teto. - Estou em negociações com Ele lá em cima. Tenho perguntado a Elese vou me tornar um anjo.
Foi a primeira vez que Morrie admitiu que falava com Deus. "
" - Já escolhi o lugar onde vou ser enterrado.
- Onde é?
- Perto daqui. Em uma colina, debaixo de uma árvore, com vista para um laguinho. Lugar sereno. Bom apara pensar.
- Pretende pensar quando estiver lá?
- Pretendo ser enterrado lá.
Sorri. Ele sorriu.
- Vai me visitar lá?
- Visitar?
- Só chegar e conversar. De preferência numa terça-feira. Você sempre me visita às terças-feiras.
- Somos terça-feirinos.
- Certo. Terça-feirinos. Então, você vai?
Ele estava decaindo rapidamente.
-Olhe para mim - pediu.
- Estou olhando.
- Vai visitar o meu túmulo? Contar-me os seus problemas?
- Meus problemas?
- É.
- E você vai me dar respostas?
- Darei o que puder. Não tem sido assim?
Imagino o túmulo numa colina, com vista para o lago, sete palmos de terra onde vão depositá-lo, cobri-lo de terra, colocar uma pedra por cima. Talvez daqui a umas semanas? Daqui a pouco dias? Imagino-me sentado lá, com os braços em torno dos joelhos, olhando o espaço.
- Mas não vai ser a mesma coisa, não vou ouvir você falar.
- Ah, falar...
Fecha os olhos e sorri.
- Vamos combinar assim, Depois que eu morrer, você fala. Eu escuto. "
" - A morte não é contagiosa. É natural como oa vida. Faz parte do contrato. "
( Morrie )
" Pediu para ver o hibisco no peitoril atrás dele. Peguei o vaso da planta com as duas mãos e levei-o para a frente dos seus olhos. Ele sorriu.
- Morrie é natural - disse mais uma vez. - Se fazemos disso um cavalo-de-batalha é porque não nos consideramos como parte da natureza. Pensamos que, por sermos humanos, estamos acima da natureza.
Sorriu para a planta.
- Não estamos. Tudo que nasce morre. -Olhou para mim. -Aceita isso?
- Aceito.
- Ótimo -murmurou. - Agora, veja a recompensa. Veja em que somos diferentes dessas maravilhosas plantas e animais. Enquanto pudermos amar uns aos outros, e recordarmos a sensação de amor que tivemos, podemos morrer sem desaparecer. Todo o amor que criamos fica. Todas as lembranças ficam. Continuamos vivendo. Nos corações daqueles que tocamos e acalentamos enquando estivemos aqui.
A voz ficou rouquenha, sinal de que ele precisava descansar por um tempo. Repus a planta no peitoril e fui desligar o gravador. Mas, enquanto ele ainda estava ligado, Morrie disse isto:
- A morte é o fim de uma vida, mas não de um relacionamento. "
" - Ouvi uma histórinha linda outro dia - diz Morrie. - Fecha os olhos por um momento e eu espero.
- É a história de uma ondazinha saltiando no oceano - ele diz -, divertindo-se a valer. Está apreciando o vento e o ar fresco... até que dá com as outras ondas na frente, arrebentando-se na praia. "meu Deus, que coisa horrível!", diz a ondazinha. " É isso que vai acontecer comigo!"
- Aí chega outra onda - cntinua. - Vê a primeira, que está triste, e pergunta: " Por que está triste?"
- " Você não está entendendo", diz a primeira onda. " Vamos todas arrebentar! Nós todas vamos acabar em nada! Não é horrível?"
Respondeua segunda onda: "Não, você é que não está entendendo. Você não é uma onda, você é parte do oceano. "
Sorrio. Morrie torna a fechar os olhos.
- Parte do aceano - diz. -Parte do oceano.
Fico olhando a respiração dele, inspirando, expirando, inspirando, expirando."



Livro Perfeito, Vida perfeita!


-Recomendo - ♥

2 comentários:

Eu nunca disse adeus.. disse...

Apesar de não ter lido o livro todo, mudou minha vida!
:)

May disse...

Assisti ovideo que o professor da faculdade me passou e lendo isso nossa muda qualquer um!Muito lindo...
Na sala todos choramos com o filme!